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Insuficiência pancreática exócrina em cães e a importância de se atentar aos sinais!

Provavelmente você já ouviu falar do pâncreas, mas talvez não saiba exatamente o que ele faz. O pâncreas é na verdade um órgão extremamente importante que fica na parte superior do abdômen, perto dos intestinos e do estômago. O pâncreas possui muitas funções, incluindo a produção de enzimas digestivas para ajudar o corpo a digerir os alimentos, produzindo enzimas digestivas.

 

Chamamos de Insuficiência Pancreática Exócrina, quando o pâncreas não consegue mais produzir enzimas digestivas adequadas. 

 

O Blog de hoje carrega a missão de concentrar na causa, sinais e tratamentos dessa doença em cães.

 

Função pancreática exócrina normal

O pâncreas é um órgão com duas partes: endócrina e exócrina. O sistema endócrino é responsável por produzir hormônios como a insulina e o glucagon, encarregado ​​pela manutenção do açúcar no sangue e do sistema exócrino.

 

O pâncreas exócrino produz enzimas digestivas. Na função normal do pâncreas, as enzimas digestivas são liberadas quando o alimento é ingerido. Elas fluem para o intestino por um duto que leva ao intestino delgado e ajudam a quebrar as proteínas, gorduras e carboidratos para ajudar na digestão dos alimentos. Sem enzimas digestivas, o corpo não consegue extrair os nutrientes de que necessita para funcionar dos alimentos.

 

Sinais comuns associados à doença

Os sinais abaixo estão associados a desnutrição e a passagem de alimentos não digeridos pelo intestino, atente-se:

 

Perda de peso devido à não absorção dos nutrientes.

Aumento do apetite à medida que o corpo tenta compensar os nutrientes que não são absorvidos.

Pelagem opaca devido à desnutrição.

Pelagem gordurosa ao redor da região perineal e na base da cauda e devido a fezes gordurosas.

Flatulência de alimentos não digeridos. 

Ruído estrondoso ou gorgolejante proveniente dos intestinos (borborigmo).

Um volume aumentado de fezes claras, fedorentas e gordurosas.

 

Causas da Insuficiência Pancreática Exócrina em cães

Em primeiro lugar, a causa mais comum é quando as células acinares são reduzidas em tamanho, conhecido como atrofia.

Isso acontece mais comumente em Pastores Alemães, essa raça é responsável por dois terços dos casos da doença. A atrofia acinar afeta mais comumente cães entre seis meses e seis anos. Outras raças afetadas incluem Rough Collies e Eurasiers.

 

Diagnóstico

O teste é bastante simples! Se seu amiguinho está mostrando sinais da doença, seu veterinário pode recomendar um exame de sangue, onde é verificada a existência de uma substância inativa chamada tripsinogênio. Em um corpo que funciona normalmente, o tripsinogênio está em níveis elevados quando é convertido em tripsina (uma enzima digestiva).

 

Em um cão com a doença, o tripsinogênio será baixo. Seu amigão precisará estar em jejum por 12 horas para este exame de sangue e, caso a leitura for inconclusiva, o exame precisa ser repetido.

Além disso, o veterinário vai querer verificar se existe deficiência de vitamina B12 (cobalamina), já que isso é muito comum em cães com a doença e pode precisar ser suplementado. 

 

Caso precise de remédios manipulados para o seu amiguinho, entre em contato com a Animalia Farma mais próxima de você e peça um orçamento.

 

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